segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

A HISTÓRIA DE ALCOÓLICOS ANÔNIMOS NO MARANHÃO - PARTE IV

A SAGA DOS PIONEIROS


A súbita transformação operada no intimo de Magno surpreendeu a todos. Quase como por encanto, e ainda recentemente beberrão irresponsável, transformou-se num zeloso guardião de Alcoólicos Anônimos. Tão cuidadoso era que as coisas e os costumes de A.A., tanto ele como seus companheiros assinalavam suas presenças no livro de registro das reuniões marcando apenas com um “X” no numero que representava seus nomes. (vide fotografia) Mas as decepções foram inevitáveis: já na segunda reunião, realizada sete dias depois, tendo como local o sobrado da Rua do Machado, apenas seis participantes compareceram.

Isolados dos demais companheiros – na na época existiam grupos de A.A. somente no Rio de Janeiro e na Bahia – Bravos pioneiros do A.A. no Maranhão, (todos falecidos) os companheiros Magno e Muniz (este deslizou no início, mas voltou logo, ainda em agosto de 1957) não encontravam meios de aprofundar-se nos princípios filosóficos da Irmandade, entretanto, não descuidavam da sobriedade de levar a mensagem para os bebedores em atividade. Tanto foi O empenho destes companheiros que, certa feita, ao tentar abordar um antigo companheiro de farra, Magno foi agredido com um soco no rosto. Foram anos particularmente difíceis para sobrevivência de A.A. no Maranhão. Sem um local para as reuniões  de seus membros, o Grupo Central deixou a Rua do Machado e passou a se reunir na Associação Comercial do Maranhão: posteriormente, transferiu-se para uma das salas do Hospital Colônia Nina Rodrigues e, por volta de 1959, motivado por uma viagem de Magno ao Rio de Janeiro, passou a reunir seus membros em encontros realizados nas residências de antigo companheiro – com maior freqüência para os lares dos militantes Muniz (Praça da Alegria) e Souza (Rua São Benedito – Bairro do Lira).

Com o retorno de Magno a São Luis em 1962, às reuniões do Grupo Central voltaram a ser realizadas, em sua casa, desta feita na Rua da Cruz, 57 – onde morou até a sua morte. De lá, passaram a se reunir na Igreja do Carmo, em local cedido pelo superior dos capuchinhos, de onde tiveram que se ausentar no ano de 1966, instalando o Grupo em uma casa alugada, no Beco Escuro; mas lá demoram pouco tempo, já que, sem grandes condições financeiras, não conseguiram arrecadar dinheiro suficiente para pagamento dos aluguéis, sendo sumariamente despejados.    
  
E o Grupo Central, teimosamente sobrevivendo à custa de uma reduzida freqüência, voltou ao rodízio das reuniões em casa de seus membros. Até que, temerosa com o destino do Grupo, dona Ariadne se dirige à Igreja de São João e fala com o padre Estrela, pedindo-lhe a cessão de uma sala para reuniões do Grupo. Dessa forma, o ano de 1967 vai encontrar o único Grupo de A.A. no Maranhão devidamente instalado numa das salas da Igreja (e ali plantou sólidas raízes, pois ainda hoje lá funciona). Era justamente o suporte que faltava, a alavanca para impulsionar o Grupo, levando-o a plenitude de sua destinação. A partir de então, seu crescimento foi inegável, sua atuação decisiva, pois que novos membros trouxeram melhor esclarecimento mental à unidade grupal permitindo maior compreensão da filosofia de A.A. e mais desenvoltura para os trabalhos.


                                 (Continua na próxima postagem)


REFLEXÃO DIÁRIA


NÃO ACONTECE DA NOITE PARA O DIA
13-01-2014
Nós não estamos curados do alcoolismo. O que realmente temos é um indulto diário dependendo da manutenção de nossa condição espiritual.
ALCOÓLICOS ANÔNIMOS
A fantasia alcoólica mais comum parece ser: "Se eu apenas não beber, tudo ficará bem." Desde que a névoa clareou para mim, vi - pela primeira vez - a confusão que tinha se tornado em minha vida. Tinha problemas familiares, no trabalho, financeiros e legais; estava agarrado a velhas idéias religiosas; havia aspectos do meu caráter que eu não queria ver porque ele me convenceria facilmente que eu estava sem esperança e me empurrariam novamente para a fuga. O Livro Grande guiou-me na resolução de todos meus problemas, mas não aconteceu da noite para o dia - e com certeza não foi automático - sem nenhum esforço de minha parte. Preciso sempre reconhecer a compaixão de Deus e suas bênçãos, que iluminam qualquer problema que tenho de enfrentar.



TEM UM DESEJO SINCERO DE PARAR DE BEBER? 

PROCURE-NOS

GRUPO ESPERANÇA DE FÁTIMA DE A.A.
IGREJA SÃO VICENTE DE PAULO - APEADOURO
SÃO LUIS - MARANHÃO

REUNIÕES - 3ª, 6ª E DOMINGOS ÀS 19:00 HORAS

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