segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

O LIVRO VIVER SÓBRIO

A RESPEITO DO TÍTULO


vsobrio.gifMesmo as palavras “ficar sóbrio” – quanto mais viver sóbrio – ofendiam muitos de nós quando as ouvíamos pela primeira vez. Embora tivéssemos bebido um bocado, jamais nos sentíamos bêbados e estávamos convencidos de que nem mesmo parecíamos embriagados.
Muitos de nós nunca cambaleávamos, caíamos ou enrolávamos a língua; muitos outros nunca cometeram desordens, nunca perderam um dia de trabalho ou, positivamente, jamais foram internados em hospitais nem presos por embriaguez.
Conhecíamos muitas pessoas que bebiam muito mais do que nós e outras totalmente incapazes de controlar a bebida. Nós não éramos assim. Por isso, a sugestão de que talvez devêssemos “ficar sóbrios” era quase insultante.
Além disso, parecia desnecessariamente drástica. Como poderíamos viver assim? Certamente nada de mal poderia haver nuns dois aperitivos no almoço de negócios, ou antes, do jantar. A gente não tem o direito de tranqüilizar-se com uns tragos ou algumas cervejas antes de dormir.
Contudo, depois que aprendemos algumas realidades sobre a doença chamada alcoolismo, mudamos de opinião. Nossos olhos abriram-se para o fato de que, ao que parece, milhões de pessoas são portadoras da doença do alcoolismo. A ciência médica não explica sua “causa”, mas os médicos especialistas em alcoolismo garantem que um só gole traz contratempo ao alcoólico ou bebedor problema. E nossa experiência confirma isso com exuberância.
Desta maneira, não beber nada – isto é, ficar sóbrio – torna-se a base da recuperação do alcoolismo. E repetimos para frisar bem: viver sóbrio não é absolutamente desagradável, aborrecido e desconfortável como prevíamos; é, sobretudo, algo que começamos a desfrutar e a considerar mais excitante do que nossos dias de bebedeira. Vamos mostrar-lhe como.

sábado, 18 de janeiro de 2014

Símbolo “oficial” de A.A.

A exclusão do Círculo e do Triângulo como símbolo "oficial" de A.A.
Transcrito com permissão do texto em espanhol no boletim oficial do GSO, Box 4-5-9, Ago. Set. / 1993 =>
Título original: "Desprendiéndonos del círculo y el triángulo como un símbolo ‘oficial' de AA"
simbolos
Durante muito tempo, um triângulo inscrito em um círculo foi reconhecido como o símbolo de Alcoólicos Anônimos. Entretanto, o círculo e o triângulo também constam entre os mais antigos símbolos espirituais conhecidos pela humanidade. Para os antigos egípcios o triângulo representava a inteligência criativa; para os gregos, significava a sabedoria. Geralmente, representa a aspiração de alcançar um entendimento mais elevado e uma maior compreensão do espiritual.
Na Convenção Internacional em 1955, durante a celebração do 20º aniversário de A.A., foi aceito o triângulo inscrito num círculo como o símbolo de Alcoólicos Anônimos. "O circulo", disse Bill W. aos AAs reunidos em St. Louis, "simboliza o mundo inteiro de A.A., e o triângulo representa os Três Legados de A.A., - Recuperação, Unidade e Serviço. Dentro do nosso maravilhoso mundo novo, encontramos a libertação de nossa obsessão mortal".
O símbolo foi registrado como marca oficial de A.A. em 1955, e foi livremente usado por várias entidades de A.A., o qual funcionou bem durante um bom tempo. Entretanto, por volta da metade dos anos 1980 começou a haver certa preocupação por parte dos membros da Irmandade a respeito da utilização do círculo e do triângulo por organizações alheias a A.A. Em conformidade com a Sexta Tradição que diz que A.A. "... nunca deverá sancionar, financiar ou emprestar o nome de A.A. a qualquer sociedade parecida ou empreendimento alheio à Irmandade ...", A.A. World Services - Serviços Mundiais de A.A., começou, em 1986, a tomar algumas providencias para prevenir a utilização do círculo e do triângulo por entidades alheias, incluindo fabricantes de brindes, casas editoras e instituições de tratamento. Esta política de desestímulo foi realizada com moderação e, tão somente depois que todas as tentativas de persuasão e conciliação tinham fracassado, foi considerado empreender ações legais. De fato, dos aproximadamente 170 usuários não autorizados que foram contatados, apenas foram apresentadas demandas contra dois deles e o assunto foi resolvido logo no início.
No começo dos anos de 1990, alguns membros da Irmandade pareciam dizer duas coisas: "queremos medalhas com nosso círculo e triângulo", e, "não queremos nosso símbolo associado com objetivos não A.A.". O desejo de alguns membros de A.A. de ter fichas de aniversário foi considerado pelas juntas de A.A. World Services e da Revista Grapevine (equivalente à Vivência) em outubro de 1990, quando foi estudada a possibilidade de produzir medalhas. Foi do parecer dessas juntas que as fichas e as medalhas não tinham relação com o nosso propósito primordial de levar a mensagem de A.A. e que este assunto deveria ser tratado pela Conferência para obter a opinião da consciência de Grupo da Irmandade. A essência desta decisão foi transmitida à Conferência de Serviços Gerais de 1991 no relatório da Junta de A.A.W.S.
A Conferência de Serviços Gerais de 1992 começou enfrentando o dilema ouvindo apresentações a respeito de porque devemos ou não produzir medalhas e, sobre a responsabilidade de A.A.W.S. de proteger nossas marcas registrada e direitos de propriedade contra usos que pudessem sugerir afiliação com fontes alheias.
O resultado foi uma Ação Recomendável da Conferência para que a Junta de Serviços Gerais desse inicio a um estudo a respeito da viabilidade de possíveis métodos através dos quais se poderiam colocar as fichas de sobriedade a disposição da Irmandade, seguido de um relatório a um Comitê ad hoc (para esse fim) constituído por Delegados à Conferência de 1993, o qual informaria todos os membros da Conferência no seguinte mês de março (nos EUA/Canadá, as Conferências são realizadas no mês de abril).
Após longas considerações, o Comitê ad hoc apresentou seu relatório e recomendações à Conferência de 1993. Depois de uma discussão, a Conferência aprovou duas das cinco recomendações apresentadas:
1) O uso de fichas e medalhas de sobriedade é um assunto de autonomia local e não algo sobre o que a Conferência deva consignar uma posição definitiva;
2) Não é apropriado que A.A.W.S ou a Grapevine produzam ou autorizem a produção de fichas e medalhas de sobriedade.
Entre as considerações incluídas no informe do Comitê ad hoc, encontravam-se as repercussões de continuar protegendo por meios legais o uso das marcas registradas de A.A. por parte de organizações alheias.
Coincidentemente, a Junta de A.A.W.S. tinha começado a considerar alguns acontecimentos recentes, chegando finalmente à conclusão de que as perspectivas de litígios cada vez mais longos e custosos, a incerteza de conseguir sucesso e o desvio do propósito primordial de A.A. eram grandes demais para justificar a continuação das tentativas de proteger o círculo e o triângulo. Durante a reunião pós-conferencial da Junta de Serviços Gerais, os Custódios aceitaram a recomendação de A.A.W.S. de não continuar a proteção do símbolo do círculo e do triângulo como uma das nossas marcas registradas.
No começo de junho (1993), a Junta de Serviços Gerais apoiou por unanimidade substancial a declaração de A.A.W.S. de que, de acordo com nosso propósito original de evitar a sugestão de afiliação ou associação com produtos e serviços alheios, Alcoólicos Anônimos World Service, Inc. deixará progressivamente de fazer uso "oficial" ou "legal" do símbolo com o círculo e o triângulo. A.A.W.S. continuará resistindo ao uso não autorizado de outras marcas e qualquer tentativa de publicar literatura de A.A. sem permissão.
É claro, o circulo e o triângulo sempre irão ter um significado especial no coração e na mente dos membros de A.A., no sentido simbólico, como o tem a Oração de Serenidade e os lemas, que nunca tiveram um caráter oficial.


quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

A HISTÓRIA DE ALCOÓLICOS ANÔNIMOS NO MARANHÃO - PARTE FINAL

INTERIORIZAÇÃO

A chegada da Irmandade no interior maranhense deu-se nas décadas de 70/80, período de grandes resultados do programa de expansão de A.A., no Maranhão. A primeira célula interiorana foi instalada em Timon. A iniciativa foi do companheiro Silvio. Recém-chegado de Recife (PE). Ele comandou a primeira reunião no Centro Operário Artístico Timonense, no dia 25 de junho de 1976. 
A data marca a fundação do Grupo União. Foram 12 pioneiros que aceitaram o Programa de Recuperação proposto pela Irmandade. Algum tempo depois, o Grupo suspendeu suas atividades, fato provocado pelo número de recaídas. Mas, a semente plantada insistiu em germinar e, com a ajuda dos companheiros de Terezina(PI), que faz divisa com a cidade maranhense, foi reativado o funcionamento do grupo. A reabertura deu-se em 19 de janeiro de 1980.

Em 1981, foi a vez de Imperatriz receber a mensagem A.A. a iniciativa foi do companheiro Antunes (cearense de Independência), mas radicado em Goiânia antes de deslocar-se à região Tocantina maranhense. Ele era Relações Publicas da Transportadora Goasil e foi nessa condição que aportou em terras Imperatrizenses.

Integrante do Grupo Anhaguera, Antunes começou mobilizando moradores da comunidade de Fátima, ajudado por grupos da paróquia com a colaboração do pároco , Frei Tranquilino. O padre cedeu uma sala da Igreja Consagrada a Nossa Senhora de Fátima para as reuniões e na manhã de 11 de outubro de 1981, com 34 pessoas presentes, constitui-se o Grupo 14 de Junho de Imperatriz.

Em Pedreiras, o primeiro sinal aconteceu em julho de 1987, levado por uma caravana de São Luis, aconteceu a Primeira Reunião de Informação ao Público. Presentes entre outros, o companheiro José Roberto. Um ano e cinco meses depois, no Reunião de Informação ao Público, desta vez por iniciativa do Rotary Club. Nesta, na platéia, estava o saudoso companheiro Pedro V. (falecido). Roberto e Pedro, buscaram então mais informações de como formar o Grupo e em 25 de fevereiro de 1989 fundaram o Grupo fraternidade de A.A..

Em Lago da pedra a mensagem chegou por intermédio da Irmã Marta.

Ela assistiu uma reunião em São Luis e convidou os companheiros para irem ao município mostrar o trabalho de A.A. o primeiro encontro aconteceu em 04 de setembro de 1988 no Salão Paroquial da Igreja São José.

Em Caxias a iniciativa de constituir o primeiro Grupo de A.A., coube a dona Petronila, funcionária da Assistência Social Municipal.

Habitual condutora de doentes alcoólicos para o Hospital Psiquiátrico de Teresina (PI), ouviu um dia, de um médico, informações sobre a existência de Alcoólicos Anônimos. Decidiu, então, convidar a sociedade Caxiense para uma reunião na qual foi apresentado o Programa de Recuperação da Irmandade.
É inegável que o crescimento do A.A. Maranhense somente ocorreu a partir da década de 70, com e definitiva estruturação do Grupo Central. Entretanto, não há como negar que tal crescimento somente encontrou apoio logístico com a criação de Central de Serviços (hoje ESL/A.A. no Maranhão).

Se o Grupo Central foi à fundação, a base de tudo, a Central de Serviços por sua vez, foi à coluna, o arrimo sobre o qual vem sendo construído o grandioso edifício do Amor e Fraternidade que simboliza toda Irmandade de Alcoólicos Anônimos.

Acontecimentos como a interiorização de A.A. no Maranhão, somente tiveram fomento com a criação da Central de Serviços e, já no segundo lustro dos anos 80, a criação de grupos de A.A. no interior do estado sobrepujou, com larga margem, a fundação de grupos na capital. Ao acompanhar a criação da Coordenação de Área, e organograma de atividades de Alcoólicos Anônimos.

Tudo como resultante do trabalho de homens e mulheres que, sem fazer alardes de suas qualidades e de suas tarefas, dedicam-se diariamente, por horas e horas, ao edificante trabalho de salvar vidas, resgatar a dignidade, reconstruir lares e reintegra novos membros à sociedade.
O saudoso companheiro Magno faleceu em 14 de fevereiro de 1994.

Dona Ariadne esposa do companheiro Magno, faleceu em 13 de dezembro de 2013.

                                                          
 REFLEXÃO DIÁRIA

         ATINGINDO O FUNDO

16-01-2014
Por que toda esta insistência que todo A.A. deve primeiro atingir o fundo do poço? A resposta é que poucas pessoas tentarão praticar o programa de A.A. sinceramente, a menos que tenham chegado ao fundo. Pois praticar os restantes onze Passos do programa, significa a adoção de atitudes a ações que quase nenhum alcoólico que está ainda bebendo pode sonhar em fazer.
OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES
Atingindo o fundo do poço minha mente abriu e fiquei disposto a tentar algo diferente. O que tentei foi A.A. Minha nova vida em A.A. pode-se comparar com aprender a andar de bicicleta pela primeira vez; A.A. tornou-se minha bicicleta de treinamento e minha mão de apoio. Não é que eu desejasse tanto a ajuda; simplesmente não queria voltar a sofrer essas coisas novamente. Meu desejo de evitar voltar ao fundo novamente foi mais forte que meu desejo de beber. No começo isso foi que me manteve sóbrio. Porém. após algum tempo, descobri a mim mesmo trabalhando os Passos o melhor que podia. Em breve percebi que minhas atitudes e ações estavam mudando aos poucos. Um Dia de Cada Vez, senti-me bom comigo mesmo, com os outros, e minhas feridas começaram a cicatrizar. Agradeço a Deus pela bicicleta de treinamento e a mão de apoio que escolhi chamar de Alcoólicos Anônimos.


TEM UM DESEJO SINCERO DE PARAR DE BEBER? 

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GRUPO ESPERANÇA DE FÁTIMA DE A.A.
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REUNIÕES - 3ª, 6ª E DOMINGOS ÀS 19:00 HORAS 


terça-feira, 14 de janeiro de 2014

A HISTÓRIA DE ALCOÓLICOS ANÔNIMOS NO MARANHÃO - PARTE V

A EXPLOSÃO DE CRESCIMENTO

Com o passar dos anos, o Grupo Central passou a apresentar um problema até então nunca sentido. A sala de reuniões mostrava-se pequena para o número de companheiros; por outro lado, a cidade experimentava um vertiginoso crescimento proporcional e exigia a fundação de novos grupos. O desafio, porém, só foi respondido em 1975, quando foi fundado o Grupo Esperança de Fátima, que funcionou nas dependências da União da União de Moradores do Bairro de Fátima e, depois, transferiu-se, em 02 de agosto de 1977, para o Salão Paroquial da Igreja São Vicente de Paulo, no Bairro do Apeadouro.

Logo depois, em 21 de abril, de 1978, ocorre a fundação do Grupo 21 de Abril, no bairro do Tirirical. E desde então o A.A. Maranhense não parou de crescer. Seguram-lhes o Grupo Santa Cruz, Anja da Guarda, Sete de Setembro, Sobriedade.

A década de oitenta, foi uma época de espetacular explosão de crescimento de A.A., nesta década, foram criados mais de oitenta grupos, só na capital, foram fundados mais de 60 grupos, mas que funcionam normalmente até os dias de hoje são 56 grupos.

A interiorização, também teve inicio nesta época, pois são mais de 60 grupos espalhados pelo interior do Maranhão.

O surgimento de novos grupos, surgiu uma necessidade até então desconhecida: a criação de uma Coordenação Central para as atividades, pois a crescimento já estava tonando-se imanejável. É bem verdade que várias tentativas já haviam sido feitas, mas não passaram de arremedos de plantões de informações sobre as atividades de A.A..

Numa histórica levada a efeito no dia 23 de  dezembro de 1985, foi fundada a Central de Serviços de Alcoólicos Anônimos do Maranhão, que passou a funcionar num prédio alugado na Rua Riachuelo, no Bairro do  João Paulo. Poucos anos depois, para que  ficasse mais bem localizada, a Central foi mudada para Cruz Vermelha Brasileira, na Avenida Getúlio Vargas, 2342, Bairro do Monte Castelo; depois foi transferida para a Rua da Palma – Centro; logo após, para Rua Sete de Setembro – Centro; também funcionou na Avenida Kennedy, 23 – Bairro da Coréia de Baixo – São Luis – Maranhão, depois foi transferida para o............................................,em seguida, transferiu-se para Avenida Getúlio Vargas – Bairro do Canto da Fabril – São Luis – Maranhão. Atualmente encontra-se na Rua dos afogados – Bairro do Centro, com  nº do telefone, 3222-4050, email-esl.@hotmail.com.
                                                   
                                                        (continua na próxima postagem)

 REFLEXÃO DIÁRIA


           SEM REMORSOS
14-01-2014
Nós não lamentaremos o passado, nem nos recusaremos a enxergá-lo.
ALCOÓLICOS ANÔNIMOS
Uma vez sóbrio, comecei a ver como a minha vida foi desperdiçada e experimentei uma culpa esmagadora e sentimentos de remorso. O Quarto e o Quinto Passos do programa ajudaram-me enormemente aliviar aqueles problemas de remorsos.

Aprendi que meu egocentrismo e minha desonestidade vinham muito da minha maneira de beber, e que eu bebia porque era um alcoólico. Agora vejo que mesmo as minhas experiências mais repugnantes do passado podem se transformar em ouro, porque, como um alcoólico sóbrio, posso compartilhá-la para ajudar meus companheiros alcoólicos, principalmente os que estão chegando.

Sóbrio por muitos anos em A.A., não tenho mais remorsos pelo passado, sou simplesmente cheio de gratidão por estar consciente do amor de Deus e da ajuda que posso dar aos outros na Irmandade.


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segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

A HISTÓRIA DE ALCOÓLICOS ANÔNIMOS NO MARANHÃO - PARTE IV

A SAGA DOS PIONEIROS


A súbita transformação operada no intimo de Magno surpreendeu a todos. Quase como por encanto, e ainda recentemente beberrão irresponsável, transformou-se num zeloso guardião de Alcoólicos Anônimos. Tão cuidadoso era que as coisas e os costumes de A.A., tanto ele como seus companheiros assinalavam suas presenças no livro de registro das reuniões marcando apenas com um “X” no numero que representava seus nomes. (vide fotografia) Mas as decepções foram inevitáveis: já na segunda reunião, realizada sete dias depois, tendo como local o sobrado da Rua do Machado, apenas seis participantes compareceram.

Isolados dos demais companheiros – na na época existiam grupos de A.A. somente no Rio de Janeiro e na Bahia – Bravos pioneiros do A.A. no Maranhão, (todos falecidos) os companheiros Magno e Muniz (este deslizou no início, mas voltou logo, ainda em agosto de 1957) não encontravam meios de aprofundar-se nos princípios filosóficos da Irmandade, entretanto, não descuidavam da sobriedade de levar a mensagem para os bebedores em atividade. Tanto foi O empenho destes companheiros que, certa feita, ao tentar abordar um antigo companheiro de farra, Magno foi agredido com um soco no rosto. Foram anos particularmente difíceis para sobrevivência de A.A. no Maranhão. Sem um local para as reuniões  de seus membros, o Grupo Central deixou a Rua do Machado e passou a se reunir na Associação Comercial do Maranhão: posteriormente, transferiu-se para uma das salas do Hospital Colônia Nina Rodrigues e, por volta de 1959, motivado por uma viagem de Magno ao Rio de Janeiro, passou a reunir seus membros em encontros realizados nas residências de antigo companheiro – com maior freqüência para os lares dos militantes Muniz (Praça da Alegria) e Souza (Rua São Benedito – Bairro do Lira).

Com o retorno de Magno a São Luis em 1962, às reuniões do Grupo Central voltaram a ser realizadas, em sua casa, desta feita na Rua da Cruz, 57 – onde morou até a sua morte. De lá, passaram a se reunir na Igreja do Carmo, em local cedido pelo superior dos capuchinhos, de onde tiveram que se ausentar no ano de 1966, instalando o Grupo em uma casa alugada, no Beco Escuro; mas lá demoram pouco tempo, já que, sem grandes condições financeiras, não conseguiram arrecadar dinheiro suficiente para pagamento dos aluguéis, sendo sumariamente despejados.    
  
E o Grupo Central, teimosamente sobrevivendo à custa de uma reduzida freqüência, voltou ao rodízio das reuniões em casa de seus membros. Até que, temerosa com o destino do Grupo, dona Ariadne se dirige à Igreja de São João e fala com o padre Estrela, pedindo-lhe a cessão de uma sala para reuniões do Grupo. Dessa forma, o ano de 1967 vai encontrar o único Grupo de A.A. no Maranhão devidamente instalado numa das salas da Igreja (e ali plantou sólidas raízes, pois ainda hoje lá funciona). Era justamente o suporte que faltava, a alavanca para impulsionar o Grupo, levando-o a plenitude de sua destinação. A partir de então, seu crescimento foi inegável, sua atuação decisiva, pois que novos membros trouxeram melhor esclarecimento mental à unidade grupal permitindo maior compreensão da filosofia de A.A. e mais desenvoltura para os trabalhos.


                                 (Continua na próxima postagem)


REFLEXÃO DIÁRIA


NÃO ACONTECE DA NOITE PARA O DIA
13-01-2014
Nós não estamos curados do alcoolismo. O que realmente temos é um indulto diário dependendo da manutenção de nossa condição espiritual.
ALCOÓLICOS ANÔNIMOS
A fantasia alcoólica mais comum parece ser: "Se eu apenas não beber, tudo ficará bem." Desde que a névoa clareou para mim, vi - pela primeira vez - a confusão que tinha se tornado em minha vida. Tinha problemas familiares, no trabalho, financeiros e legais; estava agarrado a velhas idéias religiosas; havia aspectos do meu caráter que eu não queria ver porque ele me convenceria facilmente que eu estava sem esperança e me empurrariam novamente para a fuga. O Livro Grande guiou-me na resolução de todos meus problemas, mas não aconteceu da noite para o dia - e com certeza não foi automático - sem nenhum esforço de minha parte. Preciso sempre reconhecer a compaixão de Deus e suas bênçãos, que iluminam qualquer problema que tenho de enfrentar.



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domingo, 12 de janeiro de 2014

A HISTÓRIA DE ALCOÓLICOS ANÔNIMOS NO MARANHÃO - PARTE III

O PRIMEIRO GRUPO

Combinaram, então, um novo encontro, desta feita para o dia seguinte, às sete horas da noite, tendo como ponto de referência a calçada da antiga Casa dos Tecidos, no prédio onde funcionava o Banco de Credito Real, esquina da Rua Grande com o Largo do Carmo.

Cheia de esperançosa expectativa, eis Ariadne, em companhia do marido esperando pelo vendedor-viajante de Editora Johnson, Augusto Carvalho, que não fez esperar, conduzindo ambos, para Loja Maçônica Manuel Beckman (Rua das Flores – Centro), posto que além de companheiro A.A., era maçon. Lá, além de Magno, mais 17 convidados participaram da primeira reunião de Alcoólicos Anônimos no Maranhão. Na ocasião, somente Magno, Bernardo e Muniz e disseram SIM, ao final de 15 perguntas que lhe foram efetuadas. Magno foi o único daquela reunião que deu inicio a uma sobriedade que perdurou por 37 anos. Ao final da reunião, Augusto Carvalho dissee aos presentes que teria que prosseguir viagem, em função de seus afazeres profissionais. Chamou Magno e lhe fez a entrega de um exemplar do livreto “Serei um Alcoólatra”, do livro de registro de presença da primeira reunião do Grupo Central, assim chamado, porque, segundo seus fundadores se localizava no centro da cidade.

Mas não deve ser desprezada a hipótese de Augusto Carvalho ter pretendido homenagear seu grupo de origem, o Grupo Central do Rio de Janeiro – com a recomendação que preservarem seus respectivos anonimatos, dando continuidade às abordagens de possíveis novos companheiros. Estava assim fundado o primeiro Grupo de Alcoólicos Anônimos no Maranhão, era 03 de janeiro de 1957.


                                 (Continua na próxima postagem)


REFLEXÃO DIÁRIA

                        ACEITANDO NOSSAS CIRCUNSTÂNCIAS ATUAIS

Nosso primeiro problema é aceitar nossas circunstâncias atuais como elas são, a nós mesmos como somos e as pessoas em torno de nós como elas são. Isto é adotar uma humildade realista, sem a qual; não se pode nem mesmo começar a realizar progressos.
Novamente precisamos voltar a este desagradável ponto de partida. É um exercício de aceitação que podemos praticar com vantagens todos os dias de nossas vidas.
Desde que evitemos, arduamente, tornar este levantamento realista dos fatos da vida em desculpas irreais para a apatia e o derrotismo, eles podem ser o alicerce seguro sobre o qual podem ser construídos uma saúde emocional aumentada e, portanto, o progresso espiritual.
                                                                           NA OPINIÃO DO BILL            
Quando estou tendo uma fase difícil para aceitar pessoas, lugares ou acontecimentos, volto a esta passagem, o que me alivia bastante do medo subjacente, em relação aos outros, ou às situações que a vida me apresenta. O pensamento me permite ser humano e não perfeito, e recobrar a minha paz de espírito.


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sábado, 11 de janeiro de 2014

A HISTÓRIA DE ALCOÓLICOS ANÔNIMOS NO MARANHÃO - PARTE II

A PRIMEIRA ABORDAGEM

Assim, quando dona Estelita Reis, sogra e amiga – apesar dos maus tratos que ele infligia à filha – lhe dirigiu a palavra, ao final da manhã, fingiu que continuava dormindo, malgrado a dor de cabeça que o consumia. Mas dona Estelita insistiu:

– Magno, meu filho, você tem sido um péssimo marido para minha filha, que já fala até em separação de vocês dois. E tudo isso por causa da bebedeira. Hoje eu vim aqui só para lhe fazer uma pergunta; você quer, mesmo, parar de beber?

Acrabunhado, tentando esconder seus ferimentos com o lençol, Magnos se interessou pela pergunta. Afinal, estava atravessando mais uma severa ressaca física e moral. Ao mesmo tempo em que lhe doíam os ferimentos e a cefaléia, também a consciência dos sofrimentos causados à companheira Ariadne (esposa) redobravam-lhe os tormentos; tinha certeza do mal que praticava, porém não encontrava forças dentro de si, para combatê-lo. Afinal decidiu-se.

– Eu quero sim, dona Estelita.
– Pois olhe: Hoje, quando fui buscar a roupa suja no Hotel Central, o hospede do 303 estava falando de uma Irmandade que faz com que as pessoas parem de beber. E ele também disse que está esperando por qualquer interessado, hoje à noite na porta do hotel.

– Então venha aqui, em casa, que eu vou com a senhora, respondeu Magno.

           Pouco depois das sete horas da noite, com um curativo que lhe descia o rosto, Magno chega à portaria do Hotel Central acompanhado da mulher e da sogra. Solicitaram a presença do ocupante do apartamento do 303, sentam-se a uma das mesas que eram colocadas na calçada do hotel em frente à Praça Benedito Leite, e passaram alguns momentos de expectativa quanto ao que o viajante tem a lhes propor.

De costas para o hall, ele não percebe que um homem moreno, estatura abaixo da média, gordote e careca, aparentando uns 40 anos, se aproxima sorridente, cumprimentando primeiramente dona Estelita, que faz as devidas apresentações. Sem demonstrar nenhuma surpresa ante os ferimentos de Magno, e dirigindo-se a ele diz: - “Tenho muito prazer em lhe conhecer. Meu nome é Augusto Carvalho. Mas, o que são estes ferimentos meu rapaz?” Confuso, tentando esconder a verdadeira origem das lesões, Magno consegue dizer:

– isto aconteceu ontem, lá em casa, quando eu tentava colocar um quadro na parede e a escada quebrou, me lançando no chão...
            – Não precisa me dizer mais nada – atalhou o viajante – porque eu também já utilizei estas mesmas desculpas e, no entanto, todos sabiam que estava enganado.


Logo em seguida, passou a falar sobre a Irmandade de Alcoólicos Anônimos, suas finalidades – a recuperação física e moral dos portadores da doença do alcoolismo – e sua forma de funcionamento. Um momento histórico, posto que a primeira – e muito bem sucedida – abordagem feita no Maranhão.

                                 (Continua na próxima postagem)

REFLEXÃO DIÁRIA

11-01-2014
Somente o Primeiro Passo, onde admitimos inteiramente que somos impotentes perante o álcool, pode ser praticado com absoluta perfeição.
OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES
Muito antes de conseguir alcançar a sobriedade em A.A., eu sabia sem nenhuma dúvida, que o álcool estava me matando, mas, mesmo com esse conhecimento, fui incapaz de parar de beber. Assim, quando encarei o Primeiro Passo, foi fácil admitir que me faltava força para não beber. Mas que tinha perdido o domínio de minha vida? Nunca. Cinco meses após ter chegado em A.A. estava bebendo novamente e imaginando por quê?
Mais tarde, de volta a A.A. e sentindo a dor de minhas feridas, aprendi que o Primeiro Passo é o único que pode ser praticado 100%. E que a única maneira para praticá-lo é aceitar esse Passo 100%. Desde então, já se passaram muitas 24 horas e não precisei praticar novamente o Primeiro Passo.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

A HISTÓRIA DE ALCOÓLICOS ANÔNIMOS NO MARANHÃO - PARTE I

COMO TUDO COMEÇOU


1957 – Era janeiro. O Carnaval já começara nos salões sociais e populares. No cine-teatro Arthur Azevedo o espetáculo anunciado era “O Ébrio” (com Pedro Celestino – irmão de Vicente, Valéria Montesi, Tiago Junior e artistas maranhenses da AMAI). A peça contava a história de um homem que perdera tudo por causa do alcoolismo. Na imprensa, lia-se que uma mulher, brigada como o companheiro e sob o efeito de bebida alcoólica, ateara fogo às veste e morrera.

O Maranhão seria o terceiro Estado Brasileiro a receber a mensagem de Alcoólicos Anônimos (depois do Rio de Janeiro e Bahia), 10 anos depois de haver desembarcado no Brasil, pelo Rio de janeiro (setembro de 1947), vindo dos Estados Unidos, onde a Irmandade surgira em 10 de junho de 1935. E seria um carioca o transmissor da boa nova a um maranhense que queria, mas, não sabia como parar de beber. Esse maranhense era Magno Filgueiras. Bebedor há cerca de 20 anos.

A história de Alcoólicos Anônimos nem sempre é uma história triste, ela se revela, entretanto, através de pessoas que sofreram na pele as vicissitudes do álcool, do medo, dos delírios, dos ferimentos. Muitos alcoólatras perderam as esposas, os filhos, mas geralmente, antes disso, perderam a paz de espírito.

Aqui, nos propomos a contar a história de Alcoólicos Anônimos no Maranhão. Em 03 (três) de janeiro de 1957, chegava pela primeira vez a São Luis, a mensagem grandiloqüente da irmandade A.A.. Este relato foi feito pelo mais antigo de nossos companheiros, o companheiro Magno (falecido) que, muitas vezes, sofreu a solidão de ser o único membro de A.A. no Maranhão que havia, de fato, conseguido estacionar com a doença do alcoolismo, pois havia parado de beber depois de receber a mensagem.

Apesar da estação chuvosa, o amanhecer daquele 03 de janeiro de 1957 fora magnífico. Já o sol havia secado o orvalho de todas às folhas e o velho relógio da Igreja de São Pantaleão soada às 09h00min horas da manhã. Mesmo assim, nos baixos de um sobradão, no número 103 da antiga Rua do Machado, na orla marítima da antiga praia do Caju, um homem ainda guardava o leito. E tinha dois motivos para na participar daquela festiva manhã, em São Luis, a bela a ainda colonial capital do maranhão.

É que a costumeira farra da véspera – a primeira daquele ano – não havia terminado bem. A discussão surgida em meio à bebedeira, os insultos recíprocos e a bofetada no rosto de seu adversário lhe havia custado caro. Obrigado a fugir das balas de seu inimigo, ele não vacilou em se lançar dentro de uma vala aberta no meio da rua para implantação da rede de esgotos. A alternativa foi providencial, posto que lhe salvou a vida, mas custou-lhe pesado tributo.


Na queda, as estacas que sustentavam a fundação da galeria lhe haviam arrancado parte do couro cabeludo e da pele do rosto, dos braços e do tórax. 

                                            (Continua na próxima postagem)

REFLEXÃO DIÁRIA

PERMANECEMOS UNIDOS
10-01-2014
Aprendemos que precisávamos admitir, do fundo de nossos corações, que éramos alcoólicos. Este é o primeiro passo para a recuperação. É preciso destruir a ilusão de que somos, ou poderemos ser, como as outras pessoas.
ALCOÓLICOS ANÔNIMOS
Procurei Alcoólicos Anônimos porque era incapaz de controlar minha maneira de beber. Foram as reclamações de minha mulher; ou talvez do delegado que me forçou a ir às reuniões de A.A., ou ainda no íntimo do meu próprio ser sentisse que não podia beber como os outros; mas não queria admitir porque essa alternativa me aterrorizava. Alcoólicos Anônimos é uma irmandade de homens e mulheres unidos contra uma doença comum e fatal. Nossas vidas estão ligadas umas com as outras, como os sobreviventes num barco salva-vidas no mar. Se trabalharmos juntos, chegaremos salvos à praia. 

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

A IMPORTÂNCIA DO ANONIMATO


Tradicionalmente, os membros de A.A. sempre cuidaram de manter seu anonimato em nível público: na imprensa, no rádio, na televisão, no cinema e, mais recentemente, na Internet.
Nos primeiros dias de A.A., quando a palavra "alcoólico" levava um estigma maior do que hoje, era fácil entender este receio de identificar-se publicamente.
À medida que Alcoólicos Anônimos foi crescendo, logo se tornaram evidentes os valores do anonimato.
Primeiro, sabemos, por experiência, que muitos bebedores-problema vacilariam em recorrer a Alcoólicos Anônimos se acreditassem que seu problema seria assunto de discussão pública, ainda que por descuido. Os novatos devem ter a possibilidade de buscar ajuda com total segurança de que sua identidade não será revelada a ninguém fora da Irmandade.
Ademais, acreditamos que o conceito de anonimato pessoal tem também um significado próprio para nós - que contribui para refrear os impulsos de reconhecimento pessoal e de poder, prestígio e riqueza que provocaram tantas dificuldades em outras sociedades. Nossa eficácia relativa ao trabalho com os alcoólicos poderia ver-se prejudicada em alto grau se buscássemos ou aceitássemos o reconhecimento público.
Ainda que todo membro de A.A. tenha perfeita liberdade de interpretar as Tradições de A.A. como melhor lhe aprouver, não se reconhece a nenhum indivíduo a legitimidade como porta-voz da Irmandade em nível local, nacional ou internacional. Cada membro fala unicamente por si mesmo.
Alcoólicos Anônimos tem uma dívida de gratidão com todos os meios de comunicação pelo que eles têm contribuído, ao longo dos anos, em reforçar a Tradição de Anonimato. O CTO/JUNAAB envia correspondência regularmente aos meios de comunicação para explicar-lhes essa Tradição e pedir-lhes que cooperem para que ela seja cumprida.
Por diversas razões, um membro de A.A. pode "romper" seu anonimato deliberadamente perante o público. Já que isso é um assunto de escolha e consciência pessoais, obviamente a Irmandade como um todo não tem nenhum controle sobre tais desvios da Tradição. Não obstante, fica bem claro que os membros que o fazem, não têm a aprovação da maioria esmagadora de seus companheiros de Alcoólicos Anônimos.



quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

A LITERATURA DE A.A. NO BRASIL

 Alcoólicos Anônimos Atinge a Maioridade


Escrito por Bill W., este livro traz uma breve história do nascimento e desenvolvimento de Alcoólicos Anônimos e destina-se a todos aqueles que estão interessados em conhece-la. A primeira edição data de 1957 e em língua portuguesa, de 1984.  Um resumo cronológico dos acontecimentos mais significativos abre a publicação. A partir daí, seu conteúdo histórico não obedece mais à cronologia...
A Linguagem do Coração


A publicação de "A Linguagem do Coração" reúne pela primeira vez praticamente todos os artigos escritos para "A.A. Grapevine" por Bill W., Co-fundador de Alcoólicos Anônimos. Embora muitos desses artigos tenham sido reimpressos, na forma de livros e livretes de A.A. ou em edições posteriores da revista, seu conjunto nunca foi editado antes em um só volume.
Alcoólicos Anônimos


Esta quarta edição de "Alcoólicos Anônimos" veio a publico em novembro de 2001, no começo de um novo milênio. Desde a terceira edição, que foi publicada em 1976, o número de membros de A.A. dobrou, atingindo mais de dois milhões de pessoas, com cerca de 100.800 grupos em aproximadamente 150 países.
Compartilhando a Sobriedade


Compartilhando a Sobriedade é o tema da XVI Convenção Nacional de Alcoólicos Anônimos e também é o título deste livro, feito a múltiplas mãos por iniciativa do Comitê Organizador da Convenção. A essência de A.A. é compartilhar a sobriedade: foi isso o que Bill e Bob fizeram em 1935, é isto o que se vem fazendo em A.A. desde então, e é exatamente isto o que se faz na Revista Vivência.
Despertar Espiritual


"O melhor presente que qualquer pessoa pode receber é um despertar espirutual"
Bill W.
"Despertar Espiritual" abrange 60 anos da revista "Grapevine", apresentando a história de muitos membros de forma calorosa, divertida e apaixonada, sobre a "iluminação espiritual" em sua vidas.
Doze Conceitos para Serviços Mundial


"Os Doze Conceitos para Serviços Mundial, descritos neste Manual, são uma interpretação da estrutura de serviços mundial de A.A. Eles mostram a evolução pela qual passaram, chegando à sua forma atual, e detalham as experiências e razões sobre as quais as nossas operações se apóiam hoje.
Dr. Bob e os Bons Veteranos


Trata-se de uma biografia, com lembranças dos primórdios de Alcoólicos Anônimos na região do Meio-Oeste dos Estados Unidos. A primeira edição em inglês data de 1980 e, em português, de 1998. Inclui fatos da infância, da formação como médico, de sua família e do desenvolvimento de sua enfermidade.
Levar Adiante


A história de Bil Wilson e como a mensagem de A.A. chegou ao mundo inteiro.
Aqui está Bill W., o homem conhecido por todos e a quem ninguém conheceu. Aqui está, também, a história dramática da fundação de Alcoólicos Anônimos, de suas primeiras lutas e de seu assombroso crescimento.
Manual de Serviço de A.A.


O presente Manual é resultado de um exaustivo trabalho de consulta a todos os Grupos de A.A. no País, de longas horas de trabalho, estudos e pesquisas empreendidas pela Comissão Especial designada pela Conferência de Serviços Gerais de 2003.
Na Opinião do Bill


Este volume inclui várias centenas de trechos de nossa literatura, abordando quase todos os aspectos do modo de vida de A.A. Acreditamos que ele possa servir de ajuda para a meditação individual e de estímulo para a discussão em grupo, e que possa levar a uma mais ampla leitura de toda nossa literatura.
Os Doze Passos e as Doze Tradições


Este livro expõe “uma visão clara dos princípios através dos quais os membros de A.A. se recuperam e pelos quais funciona sua Irmandade”: Os “Doze Passos” – um conjunto de princípios espirituais em sua natureza que, se forem praticados como um modo de vida, “podem expulsar a obsessão pela bebida.
Reflexões Diárias


“Este é um livro de reflexões escrito por membros de A.A. para membros de A.A.”. Este pequeno livro preenche uma necessidade de colocar no “plano das 24 horas”, um conjunto de reflexões que caminhassem pelo calendário anual. No topo de cada página há uma citação, tirada da literatura oficial da Irmandade.
Viemos a Acreditar


Publicado pela primeira vez em 1973 (com primeira edição em português em 1996), este livro demandou cinco anos de preparação. Atendendo a um pedido do GSO (o Escritório de Serviços Gerais norte-americano), AAs das mais diversas regiões dos EUA e Canadá colocaram por escrito suas aventuras espirituais e as remeteram para serem selecionadas e publicadas. Assim, o livro opera como um “canal de expressão para a rica diversidade das convicções implícitas em ‘Deus na forma em que O concebíamos’”.
Viver Sóbrio


Verdadeiro “Manual de Sobrevivência” para alcoólicos e alcoólicas, particularmente nas fases iniciais de sua recuperação, este livro apresenta “alguns métodos usados por membros de A.A. para não beber”. Esta dividido em 31 capítulos curtos e objetivos, tratando das mais variadas situações de vida diante das quais a reação habitual de qualquer alcoólico seria voltar ao copo. E sugere alternativas para que isso não aconteça, desde que a pessoa assim o deseje.

REFLEXÃO DIÁRIA

UM ATO DA PROVIDÊNCIA

09-01-2014
Realmente é terrível admitir que, com um copo na mão, temos convertido nossas mentes numa obsessão tão grande por beber destrutivamente que somente um ato da Providência pode removê-la de nós.
OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES
Meu ato da Providência (manifestação de cuidado e direção divina), veio quando experimentei a falência total do alcoolismo ativo - tudo que tinha algum significado em minha vida havia ido embora. Telefonei para alcoólicos Anônimos e, a partir daquele instante, minha vida nunca mais foi a mesma. Quando penso naquele momento tão especial. sei que Deus estava agindo em minha vida bem antes de que eu fosse capaz de conhecer e aceitar conceitos espirituais. O copo foi arriado através desse único ato da Providência e minha jornada pela sobriedade começou. Minha vida continua se expandindo com o cuidado e a direção divina. O Primeiro Passo, ao qual admiti que era impotente perante o álcool, que tinha perdido o domínio de minha vida, tornou-se mais um significado para mim - um dia de cada vez - na salvadora de vidas, vivificante irmandade de alcoólicos Anônimos.